INVESTIGADORES
GRAZIANO Maria florencia
artículos
Título:
La escenificación del cambio: intervenciones de una secretaría tutelar de un juzgado penal de menores, en la ciudad de Buenos Aires.
Autor/es:
GRAZIANO, MARÍA FLORENCIA
Revista:
Boletín de Antropología
Editorial:
Universidad de Antioquia
Referencias:
Lugar: Medellín; Año: 2017 vol. 32 p. 19 - 35
Resumen:
A partir de mi etnografía sobre el quehacer cotidiano y las intervenciones de una secretaría tutelar de un juzgado penal de menores, en la ciudad de Buenos Ares, en este artículo me centro en lo que identifiqué como la segunda etapa del proceso de trabajo propio de esa secretaría: el tratamiento. Identifico cómo las delegadas inspectoras construyen e interpretan ciertas actitudes, actos y expresiones como una voluntad de cambio, o como una ausencia de ella, en los jóvenes, y así dan proseguimiento a su trabajo. Busco mostrar, etnográficamente, la importancia que adquiere, en esta etapa, la demostración del cambio que los jóvenes y sus familias puedan expresar, más allá de la búsqueda o expectativa de alcanzar o probar un cambio real.Mi objetivo es deconstruir ciertas imágenes cristalizadas sobre las formas de intervenir de estas profesionales, buscando, específicamente, entender los sentidos atribuidos a las nociones de resocialización y transformación de los jóvenes que pasan por la justicia de menores, enunciados como objetivos manifiestos de esa justicia. Busco evidenciar y analizar qué significan esas nociones, entendidas como categorías nativas (Geertz, 1999), en la práctica. En este sentido, busco también proponer un entendimiento de la noción de responsabilización distinto del que ha sido adjudicado en los trabajos inspirados en el planteamiento foucaultiano. Para ello, mostraré que, al menos en el contexto investigado, los procesos de responsabilidad no están necesariamente vinculados a la producción de sujetos autónomos, a la internalización universal de las normas y a las nociones de gobierno de sí (Foucault, 2007), sino a otros sentidos locales que registran modos particulares de control social y de formación de subjetividades.From my ethnography on daily activities and interventions of a juvenile secretariat of a juvenile criminal court in the city of Buenos Aires, in this article I focus on what I identified as the second stage of the work process of that secretariat: The treatment. I identify how delegated inspectors construct and interpret certain attitudes, acts and expressions as a desire for change, or a lack thereof, in young people, and thus give continuation to their work. I want to show, ethnographically, the importance that demonstration of change that young people and their families express acquires at this stage, beyond search or expectation to reach or prove a real change. My goal is to deconstruct certain crystallized images on ways these professionals intervene, looking specifically to understand the meanings attributed to the notions of resocialization and transformation of young people who go through juvenile justice, stated like clear objective of this justice. I seek to evidence and to analyze what these notions mean, understood as native categories (Geertz, 1999) in practice. In this regard, I look also to propose an understanding of the notion of accountability other than the one it has been given in the work inspired by the Foucault pose. To do this, I will show that, at least in the investigated context, the processes of responsibility are not necessarily linked to the production of autonomous subjects, to the universal internalization of norms and to the notions of self government (Foucault, 2007), but other local senses that record particular modes of social control and formation of subjectivities. A partir de minha etnografia sobre a ocupação cotidiana e as intervenções de uma secretaria titular de um tribunal penal de crianças na cidade de Buenos Aires, neste artigo baseio-me no que identifiquei como a segunda parte do processo de trabalho próprio dessa secretaria: o tratamento. Identifico como as delegadas inspetoras constroem e entendem as atitudes, atos e expressões como a vontade de mudança, ou como uma ausência dela nos jovens, e daí dão continuação ao trabalho. Procuro apresentar, etnograficamente, a importância que ganha, nesta etapa, a demonstração da mudança que os jovens e suas famílias puderem expressar, além da busca ou expectativa de atingir ou experimentar uma mudança real. Meu objetivo é desconstruir algumas imagens cristalizadas sobre as formas de intervenção destas profissões, procurando, especificamente, compreender os sentidos dados às noções de ressocialização e transformação dos jovens que passam pela justiça de crianças expirmidas como objetivos evidentes dessa justiça. Procuro evidenciar e analisar o significado dessas noções, entendidas como categorias nativas (Geertz, 1999), na prática. Neste sentido, procuro também propor um entendimento do conceito de responsabilição diferente daquele que já foi dado nos trabalhos inspirados no apresentado por Foucault. Para isto, apresentarei que, no contexto pesquisado, os processos de responsabilidade não estão necessariamente vinculados à produção de sujeitos autônomos, à internalização universal das normas e aos conceitos de governos de si (Foucault, 2007), senão a outros sentidos locais que registram modos particulares de controle social e de formação de subjetividades.

