INVESTIGADORES
ABDALA Nestor Fernando
congresos y reuniones científicas
Título:
SOBRE O FÊMUR DE SANTACRUZODON HOPSONI ABDALA & RIBEIRO, 2003
Autor/es:
BERTONI, R.; RIBEIRO, A.M.; ABDALA, F.
Lugar:
GRAMADO
Reunión:
Congreso; XXIII Congreso Brasileiro de Paleontologia; 2013
Institución organizadora:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PALEONTOLOGIA
Resumen:
Na localidade de Schoenstätt, município de Santa Cruz do Sul, estado do Rio Grande do Sul (Zona Assembleia de Santacruzodon), encontra-se uma fauna meso-triássica com expressiva predominância de cinodontes não mamalianos. Com base em material craniano e dentário coletados, já foram reportados os cinodontes Santacruzodon hopsoni, cf. Massetognathus, cf. Probainognathus, Chiniquodon e Menadon, enquanto que o abundante material pós-craniano coletado dessa localidade ainda não foi estudado. Diante disto, o presente trabalho tem por objetivo iniciar a descrição dos restos pós-cranianos do cinodonte Santacruzodon hopsoni. O material estudado corresponde a três fémures (dois direitos e um esquerdo) e está depositado na Coleção Científica de Paleovertebrados do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Um dos espécimes se encontra associado à crânios de S. hopsoni, sendo que no bloco apenas restos de S. hopsoni estão presentes, enquanto os outros mostram-se idênticos à este, o que permitiu uma prévia identificação taxonómica como S. hopsoni. O fêmur apresenta, em aspecto geral, um alargamento nas duas extremidades, estreitanto-se gradualmente na sua porção mais medial, diferenciando-se de Menadon, Massetognathus, Pascualgnathus e Chiniquodon, onde o corpo do osso se apresenta bem mais estreito nas suas extremidades e Exaeretodon que mantém uma largura padrão, sem nítido estreitamento medial. Proximalmente há uma superfície descontínua entre a cabeça e o trocânter maior, sendo este mais delgado em relação aos fêmures de Menadon, Massetognathus e Chiniquodon. A cabeça é bastante desenvolvida e incipiente, porém, pouco individualizada em relação ao corpo do osso, enquanto o trocânter maior forma uma protuberância dirigida distalmente, diferenciando-se de Massetognathus, Exaeretodon e Chiniquodon, onde a cabeça femoral apresenta-se com maior individualização em relação ao corpo do fêmur. O trocânter menor, é bastante pronunciado, estendendo-se próximo-ventro-medialmente, alcançando quase 40% da largura do osso, o que o diferencia de Exaeretodon e Menadon. A fossa intertrocantérica mostra-se marcadamente profunda em relação ao tamanho geral do fêmur, diferentemente de Exaeretodon. A fossa para inserção do músculo puboisquiofemoralis é pouco desenvolvido, diferentemente de Menadon. Outros materiais póscranianos ainda serão descritos em futuros trabalhos, o que contribuirá para melhor diagnosticar a espécie, além de proporcionar dados para futuros estudos biomecânicos e comportamentais. [*Mestrado/CAPES]
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