INVESTIGADORES
CZYTAJLO Natalia Paola
congresos y reuniones científicas
Título:
PRODUÇÃO DAS FAVELAS E VILLAS E ESTRUTURAÇÃO DAS METRÓPOLES DE CURITIBA - BRASIL E TUCUMÁN - ARGENTINA
Autor/es:
NUNES DA SILVA, M. ; CZYTAJLO, N.
Lugar:
Belo Horizonte
Reunión:
Simposio; XVI ENANPUR; 2015
Resumen:
A década de 1990 inaugura uma nova fase de gestão urbana na América Latina, marcada pela adoção de políticas de liberalização da economia e desregulamentação do Estado que significaram o fortalecimento da ação privada na produção do espaço. Tal fenômeno vincula-se ao momento histórico a partir do qual a globalização econômica se manifesta com mais intensidade no continente e em função da importância das metrópoles para a realização desse processo, os maiores impactos derivados das novas dinâmicas presentes foram observados nestas aglomerações. (De Matos, 2004) Uma das implicações da globalização econômica nas metrópoles foi o aprofundamento das desigualdades socioespaciais (Gottdiener, 1997; Sassen, 2010; Ribeiro, 2011), que assumiu uma expressão contundente pelas mudanças ocorridas na produção dos espaços de moradia. De um lado surgem novas tipologias residenciais destinadas à população de maior poder aquisitivo, os condomínios residenciais fechados; e de outro, o aumento do número de domicílios em favelas e villas para a parcela mais pobre dos citadinos. Essas mudanças transformaram a lógica de estruturação do espaço das metrópoles, adquirindo uma morfologia singular nas latino-americanas (Caldeira, 2000; Abramo, 2009). O artigo analisa a produção das favelas e villas nas metrópoles de Curitiba ? Brasil e Tucumán ? Argentina a partir da década de 1990, com o objetivo de comparar as transformações derivadas desse processo no padrão de estruturação de seus espaços. A reflexão toma como pressuposto, que a emergência de novas tipologias residenciais, formais e informais, cumpre um papel importante na produção e estruturação das metrópoles contemporâneas. A investigação dedica-se a estudar duas metrópoles secundárias, ou seja, que não ocupam a posição mais elevada na hierarquia da rede urbana de seus países, não obstante pertençam ao conjunto das aglomerações urbanas consideradas superiores. O conceito de secundárias refere-se também ao fato de que tais aglomerações, embora inseridas na dinâmica de globalização, não estão posicionadas no topo da rede mundial de cidades.