INVESTIGADORES
CAVAGLIERI Lilia Renee
congresos y reuniones científicas
Título:
EFECTOS DA RADIAÇÃO SOBRE A CAPACIDADE TOXICOGÉNICA E PERFIL MOLECULAR DAS ESPÉCIES DO Aspergillus
Autor/es:
RIBEIRO J.M.M., ORLANDO J., GUEVARA R., CARÚ M., BARBERIS C., ROSA C.A.R., CAVAGLIERI L.
Lugar:
Rio de Janeiro (Brasil)
Reunión:
Congreso; XIII Encuentro Internacional de Micotoxinas; 2008
Resumen:
01 - EFECTOS DA RRADIAÇÃO SOBRE A CAPACIDADE TOXICOGÉNICA E PERFIL MOLECULAR DAS ESPÉCIES DO Aspergillus.
Irradiation influence on toxigenic ability and molecular profile of Aspergillus strains.
RIBEIRO J.M.M.1, ORLANDO J.3, GUEVARA R.3, CARÚ M.3, BARBERIS C.2, ROSA C.A.R.1, CAVAGLIERI L.2.
1Universidad Federal Rural de Rio de Janeiro (Brasil). 2Universidad Nacional de Río Cuarto (Argentina). 3Universidad de Chile (Chile).
Resumen. These strains increased mycotoxins production. However, no significant changes were observed in the genotype, at least with the three markers used. These reports reinforce the hypothesis that situations of stress induce greater production of toxin by fungi. The gamma radiation has metabolically stressed the fungus and this change was overcome physiological.
Introdução
Na irradiação o processo mais versátil é o que aplica a radiação ionizante (Santos et al., 2003). O substrato é exposto a uma fonte de radiação ionizante, minuciosamente controlada, por tempo pré-fixado. Radiações ionizantes são partículas ou fótons que possuem energia suficiente para produzir partículas eletricamente carregadas (íons) nos materiais com os quais entram em contato. A radiação ionizante como método de esterilização de produtos biomédicos tem sido satisfatoriamente utilizado há longo tempo. O uso da radiação gama no Brasil tem sido avaliado para reduzir ou eliminar a microbiota de diferentes substratos, tais como milho (Aquino et al., 2005); livros e documentos antigos (Silva et al., 2006); amendoim (Prado et al., 2006) e guaraná em pó usado como estimulante (Aquino et al., 2007).
Materiais e Métodos
Referência isolados de Aspergillus gêneros foi utilizada neste estudo. Lãs mesmas se irradiaram com diferentes doses de radiação gama (0; 2,0; 3,5; 5,0). A capacidade de produzir aflatoxinas e OTA foi determinada seguindo a metodologia descrita por Soares & Rodriguez-Amaya, (1989) e Téren et al. (1996), respectivamente. A detecção e quantificação das toxinas se realizaram utilizando um sistema de detecção com fluorescência por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), em cromatógrafo Hewlett Packard Serie 1100, seguindo a metodologia proposta por Scudamore & McDonald (1998). RAPD técnica foi utilizada para avaliar a variabilidade genética entre cepas de Aspergillus spp. ate e depois de serem submetidas a radiação gama do processo.
Resultados
Ao somar a ocorrência de alterações morfológicas com mudanças na habilidade em produzir toxina de cepas irradiadas, supõe-se que a irradiação possa induzir alterações de características genéticas em fungos toxígenos. As doses de radiação ionizante autorizadas para fins quarentenários no Brasil variam de 50 a 300 Gy (0,05 a 0,3 kGy), cujo objetivo é a desinfestação de insetos-praga. No presente estudo, observou-se que as alterações na morfologia e fisiologia fúngicas (toxina produção) ocorreram em doses médias (2 a 4 kGy). Ao observarmos o dendograma de similaridade verificamos um bom agrupamento, se observa que apesar de apresentar alguns câmbios, os fungos se agrupam de acordo com a espécie fúngica (figura 1). Os isolados de A. carbonarius (UFPE 1546) submetidos a 5 kGy e 2 kGy de radiação gama, respectivamente, apresentam alto grau de similaridade entre si (> 90%). Uma pequena diferença foi observada em relação à cepa padrão de A. carbonarius não irradiada. No entanto, pode-se dizer que as cepas irradiadas não sofreram câmbios significativos no genoma, ao menos com os três marcadores moleculares utilizados, pois mantém uma similaridade superior a 85 % com a cepa padrão original. As cepas de A. niger (ATCC 1004) padrão e irradiada com 2 kGy, possuem similaridade superior a 90%. Quando observamos os isolados de A. parasiticus (NRRL 2999) padrão e irradiado com 3,5 kGy e 5,0 kGy de radiação gama, notamos similitude acima de 95 %. Apesar de ser perceptível uma pequena alteração genômica para o isolado irradiado com 5 kGy. Os isolados de A. flavus (NRRL 5520) submetidos a 3,5 e 5,0 kGy de radiação gama, respectivamente, apresentam similitude próxima aos padrões e ao isolado irradiado com 2 kGy. Esses cinco isolados formam um grupo com os pertencentes ao A. parasiticus. Essas espécies são fechadamente relacionadas o que está de acordo com sua classificação taxonômica: A. flavus e A. parasiticus pertencem à seção Flavi do Subgênero Circumdati. Os isolados irradiados de A. ochraceus não apresentaram crescimento, não sendo possível sua avaliação genética. Neste trabalho observamos pequenas diferenças de similaridades entre cepas padrão e irradiadas, em função da dose aplicada. No entanto, o RAPD genótipo não chega a realizar uma segregação, ao menos com os três marcadores genéticos utilizados.
Literatura
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Silva M., Moraes A.M.L., Nishikawa M.M., Gatti M.J.A., Vallim de Alencar M.A., Brandao L.E., Nóbrega A. Inactivation of fungi from deteriorated paper materials by radiation. International Biodeterioration & Biodegradation 2006; 57:163-167.
Prado, G.; Carvalho, E.P.; Gazzinelli, J.E.C.M.; Moraes, V.A.D.; Oliveira, M.S.; Corrêa, R.F.; Cardoso, V.N. Efeito da irradiação gama (60Co) na freqüência fúngica de amendoim in natura em função do tempo de prateleira. Ciênc. Agrotec., Lavras, 2006; 30:930-936.
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Scudamore KA, Macdonald SJ. A collaborative study of an HPLC method for determination of ochratoxin A in wheat using immunoaffinity column clean-up. Food Additives and Contaminants 1998; 15:401-410.
Soares LMV, Rodrigues-Amaya DB. Survey of aflatoxins, ochratoxin A, zearalenone and sterigmatocystin in some Brazilian foods by using multitoxin thin-layer chromatographic. Journal Association of Analitical Chemistry 1989; 72:22-26.
Téren J, Varga J, Hamar Z, Rinyu E, Kevei F. Immunochemical detection of ochratoxin A in black Aspergillus strains. Mycopathologia 1996; 134:171-176.

