INVESTIGADORES
BAHR Fernando Anibal
artículos
Título:
Teologia e ceticismo na primeira modernidade: Montaigne, Descartes, Bayle
Autor/es:
FERNANDO BAHR
Revista:
Doispontos:
Editorial:
Universidade Federal do Paraná
Referencias:
Año: 2025 vol. 22 p. 81 - 96
ISSN:
2179-7412
Resumen:
Em três cartas escritas entre abril e maio de 1630, Descartes apresenta a Mersenne a sua teoria da “criação das verdades eternas”, ou seja, a sua teoria de que Deus é o criador tanto da essência como da existência das suas criaturas. Em 2004, Vincent Carraud recordou esta teoria cartesiana e assumiu-a como uma chave de interpretação da Apologia de Raimond Sebond, de Montaigne. Para Carraud, Descartes tinha compreendido e confirmado metafisicamente a chave da Apologia, a saber, o carácter incompreensível da omnipotência divina e, consequentemente, a impossibilidade de compreender Deus a partir da racionalidade que rege o nosso mundo, ou daquilo a que Montaigne chamou as “leis municipais” da verdade. Seguindo as pegadas de Carraud (pegadas que já tinham sido apontadas, entre outros, por Jean-Luc Marion), o nosso objetivo neste artigo é refletir sobre a relação Descartes-Montaigne e incorporar um outro autor que também consideramos decisivo neste percurso: Pierre Bayle.